Fafa Ferreira
QUEM ESCREVE ISSO

Eu sei o que é sentir que ser mãe e ser profissional estão em lados opostos.

Passei anos construindo minha carreira.

Comecei como analista, assumi cada vez mais responsabilidades e cheguei à liderança em uma multinacional. Ao longo desse caminho, aprendi a fazer o que sempre fiz de melhor: analisar cenários, organizar problemas complexos e encontrar um caminho quando parecia não existir um.

Então minha filha nasceu.

E eu percebi que precisava resolver o problema mais importante da minha vida:

como estar presente para ela sem abrir mão da minha independência, da minha realização profissional e da renda que levei anos para construir?

Eu ganhava cerca de R$ 300 mil por ano.

Por isso, largar tudo no impulso nunca foi uma opção.

Fiz o que fui treinada durante anos para fazer: coloquei os números na mesa, analisei riscos, possibilidades e caminhos e construí um plano.

Abri mão daquela carreira para estar mais presente na vida da minha filha e, em paralelo, construí um negócio que me realiza, me permite trabalhar de outra forma e substituir a renda que eu tinha antes.

Hoje, uso a mesma capacidade que me levou até a liderança para ajudar outras mães a construírem o próprio caminho. Com estratégia, método e um plano possível de executar.

Porque você não precisa escolher entre ser a mãe que quer ser e continuar construindo algo que também seja seu.

Com fé e determinação, Fafá

POR QUE COMECEI ISSO

Quando eu virei mãe, tudo mudou.

Meus pais se separaram quando eu tinha 9 anos, e cedo aprendi que a responsabilidade financeira seria minha, e só minha. Trabalhei desde jovem, ganhei uma bolsa na Alemanha sem falar inglês nem alemão e me formei em Engenharia. Construí uma carreira sólida e cheguei à liderança em uma multinacional, fazendo tudo do jeito que tinha aprendido: com esforço e estrutura.

Depois vieram a infertilidade, a FIV, com um único embrião viável, e um parto que quase nos separou de verdade. Minha filha foi para a UTI, longe de mim, e a culpa dessa separação eu carreguei por meses. Em casa, ficamos coladas por sete meses.

Então voltei ao trabalho, e foi mais difícil do que eu imaginava. Teve um dia em que ouvi minha filha chorar até ficar roxa, me chamando, e eu não pude levantar da cadeira: estava numa reunião. Foi a gota d'água.

"Eu sei o que é não poder ir até ela. Eu já vivi isso, na UTI, longe da outra. Não ia viver de novo, por escolha."

Decidi mudar minha fonte de renda sem abrir mão da estabilidade que sempre lutei tanto pra ter. E entendi que o problema não sou eu, nem nenhuma mãe que sente esse conflito: o mundo do trabalho foi desenhado sem a maternidade em mente.

Este guia nasce dessa busca. Não escrevi do alto de uma vitória pronta: escrevi no meio do caminho, usando a mesma estrutura que uso pra resolver os problemas mais difíceis da minha vida. Não tem mágica aqui. Tem um método, e ele é seu.

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